
O projeto de Lei que regulariza o acesso aos documentos sigilosos sofreu uma mudança drástica, e para pior.O projeto, chamado de Lei de acesso á informação, foi enviado ao senado em 2009, no mandato de Lula. No ano passado, a Câmara aprovou uma emenda, que estabelecia que o sigilo fosse provado apenas uma vez e por 50 anos.
Dilma, que no começo do ano era favorável ao fim do sigilo eterno, quer restaurar o projeto original, que prevê quantas prorrogações de sigilo forem necessárias. A mudança de opinião se deve ás pressões dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor, que são favoráveis a manutenção do sigilo, sob a justificativa de que, se revelados, os documento da guerra do Paraguai e da disputa entre Brasil e Bolívia sobre o território que hoje compreende o Acre, causarão incidente diplomáticos. Obviamente há interesse dos dois ex-presidentes em manter sigilosos os documentos de seus mandatos, uma vez que algumas circunstâncias e incidentes ainda não são muito claros. Isso, sem mencionar os documentos da ditadura militar, ou seja, o buraco é mais embaixo. A nova ministra das relações institucionais também é a favor da manutenção do sigilo.O PT, deputados e senadores, e membros da base aliada se mostraram contra o plano de Dilma. E prometem exercer resistência na Câmara e no Senado.
Cabe á nós assistir, impotentes, os documentos mais importantes da história de nosso país ficarem lacrados até que haja boa vontade do governo em revelá-los e fazer justiça, punir os eternos inimputáveis.
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