quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sigilo eterno: retrocesso, até quando?







O projeto de Lei que regulariza o acesso aos documentos sigilosos sofreu uma mudança drástica, e para pior.O projeto, chamado de Lei de acesso á informação, foi enviado ao senado em 2009, no mandato de Lula. No ano passado, a Câmara aprovou uma emenda, que estabelecia que o sigilo fosse provado apenas uma vez e por 50 anos.



Dilma, que no começo do ano era favorável ao fim do sigilo eterno, quer restaurar o projeto original, que prevê quantas prorrogações de sigilo forem necessárias. A mudança de opinião se deve ás pressões dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor, que são favoráveis a manutenção do sigilo, sob a justificativa de que, se revelados, os documento da guerra do Paraguai e da disputa entre Brasil e Bolívia sobre o território que hoje compreende o Acre, causarão incidente diplomáticos. Obviamente há interesse dos dois ex-presidentes em manter sigilosos os documentos de seus mandatos, uma vez que algumas circunstâncias e incidentes ainda não são muito claros. Isso, sem mencionar os documentos da ditadura militar, ou seja, o buraco é mais embaixo. A nova ministra das relações institucionais também é a favor da manutenção do sigilo.O PT, deputados e senadores, e membros da base aliada se mostraram contra o plano de Dilma. E prometem exercer resistência na Câmara e no Senado.


Cabe á nós assistir, impotentes, os documentos mais importantes da história de nosso país ficarem lacrados até que haja boa vontade do governo em revelá-los e fazer justiça, punir os eternos inimputáveis.










quinta-feira, 9 de junho de 2011

Ponta do iceberg



A mídia veiculou esta semana o "fim da novela Palocci". Para mim, sua saída do ministério não é suficiente. Ele ainda tem de se explicar sobre seu enriquecimento suspeito.

As lutas entre a oposição e o governo continuam. A oposição e parte da base aliada ainda lutam pela convocação de Palocci ao Senado para que possa se explicar perante a nação. Uma vez que é um homem público, ele deveria manter o mínimo de respeito para com a população. Se realmente não houver explicações, ou se elas forem comprometedoras, então Palocci deveria pelo menos arranjar uma boa história/mentira que convencesse os interessados. Afinal a população brasileira sempre está marginalizada em relação a verdade no meio político, há alguma dúvida?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ironia cruel

Na última terça-feira (01/06) o Governo Federal anunciou que fará concessões, ou seja, privatizará os aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos.

Acho muito engraçado o Governo ter de trair seu discurso, no qual demonizava a privatização proposta pelo então candidato á presidência José Serra e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Agora, em um claro momento de desespero, devido as -já atrasadas- obras da Copa, o Governo faz exatamente o que condenou com tanto empenho durante o processo eleitoral.

Além de privatizar aqueles três aeroportos, o Governo estuda mais duas privatizações, uma no Rio de Janeiro e outra em Minas Gerais. O modelo escolhido pelo Governo é chamado se SPE, Sociedade de Propósito Específico, neste caso o propósito é evitar um vexame colossal em 2014. Apenas 49% das ações dos aeroportos ficará sob custódia do Governo, que ainda terá influência sobre a nova administração.

Independentemente se a Copa acontecerá ou não, não importa, sei que pelo menos os aeroportos não ficarão mais no estado de desordem e caos no qual se encontram agora e nos últimos anos.